Sim, porque eu tenho pancadas que não lembram nem ao menino Jesus!! Depois porque não tive melhores ideias para o nome do Blog...
sábado, 15 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 11
Stereo Love - Edward Maya & Vika Jigulina
"Love" é uma palavra muito forte, diria antes "Like"... eu admito que curto esta música.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 10
Ants Marching - Dave Matthews Band
Eu era capaz de fazer este desafio só com músicas de Dave Matthews Band. Estou a tentar não abusar, mas com a palavra "favorite" no cabeçalho é impossível fugir!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 09
Saudade do Futuro - Hamilton de Holanda
Esta música é lindíssima e adoro adormecer a ouvi-la baixinho...
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 08
Wonderlust King - Gogol Bordello
Nunca tive uma relação próxima com a dança, o que se veio a agravar com episódios infelizes da minha existência, como tal escolho uma música que me dá vontade de dançar à base de pulos e não tanto de passos coreografados.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 07
Nightswimming - R.E.M.
Esta música faz-me recuar até ao longínquo ano de 1995, em particular ao final de uma tarde de Inverno.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 06
Self Esteem - The Offspring
Vila Nova de Milfontes, Verão de 1997, "Pacífico Bar"... Noites memoráveis!!
domingo, 9 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 05
Sunshine - Patrice
sábado, 8 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 04
Nessun Dorma - Luciano Pavarotti
Esta música dá-me vontade de chorar...
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 03
I Can See Clearly Now - Johnny Nash
Esta música é o meu despertador, outra qualquer poderia levar à destruição do telemóvel no momento em que me acordasse.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 02
(ou como diria uma amiga minha, um ódiozinho de estimação)
Kalemba - Buraka Som Sistema
Desculpem mas não posso colocar aqui o vídeo...
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Desafios e C&A [27] - Day 01
#41 - Dave Matthews Band
Esta foi muito fácil!!!
Vamos aproveitar que amanhã já complica.
Desafios e C&A [27]
Desafio todos os (poucos) que por aqui passam a fazê-lo também!!
Day 01 - Your favorite song,
Day 02 - Your least favorite song,
Day 03 - A song that makes you happy,
Day 04 - A song that makes you sad,
Day 05 - A song that reminds you of someone,
Day 06 - A song that reminds of you of somewhere,
Day 07 - A song that reminds you of a certain event,
Day 08 - A song that you can dance to,
Day 09 - A song that makes you fall asleep,
Day 10 - A song from your favorite band,
Day 11 - A song that no one would expect you to love,
Day 12 - A song that describes you,
Day 13 - A song from your favorite album,
Day 14 - A song that you listen to when you’re angry,
Day 15 - A song that you listen to when you’re happy,
Day 16 - A song that you listen to when you’re sad,
Day 17 - A song that you want to play at your wedding,
Day 18 - A song that you want to play at your funeral,
Day 19 - A song that makes you laugh,
Day 20 - Your favorite song at this time last year.
Isto promete... e estou curioso em relação às escolhas de muitos dos bloggers que sigo.
domingo, 25 de abril de 2010
Desafios e C&A [26]

Ora isto tem umas pequenas regras mas eu hoje estou numa de revolucionário e não vou cumprir nenhuma...
Enumerar 3 sonhos... ultimamente não tenho sonhado muito, tenho vivido e aproveitado o que cada dia me traz.
Enumerar 3 pecados/tentações... são tanto que é melhor nem ir por aí!
Nomear 6 blogs... Estão todos nomeados os que por aqui passam!!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Blogosfera (mas não a minha)
segunda-feira, 1 de março de 2010
Desafios e C&A [25]
Durante a minha ausência a ...Ju... atribuiu mais um selo aqui ao meu cantinho.Desta feita o "Pancadas" virou "Super Fofo..."!
Obrigado ...Ju...!!
Este desafio tem regras mas eu estou um rebelde e vou violar as normas pré-estabelecidas. Quem por aqui passa é Super Fofo... ou então é porque veio ao engano. Considerem-se todos premiados!
Desafios e C&A [24]

O desafio consiste em enumerar 5 das minhas músicas preferidas.
Pois bem essa é uma tarefa herculeana! Escolher 5 é muito muito complicado, fui obrigado a escolher entre as que encontrei vídeo no youtube, de fora ficaram os sons mais alternativos que não se encontram no youtube…
#41 - Dave Matthews & Tim Reynolds
Black – Pearl Jam
Lover, You should've come over - Jeff Buckley
Crush – Dave Matthews Band
Gravity - John Mayer
Deveria premiar 5 outros blogs, mas visto que este desafio anda por aí há já algum tempo, vou deixar em aberto para todos os que por aqui passam.
[Nota: a #41 é de longe a minha música preferida, qualquer versão poderia ser a escolhida no entanto preferi publicar aquela que iniciou esta paixão por DMB]
[Nota 2: de fora ficaram bandas como The National, Coldplay; e sons "alternativos" como Bela Fleck, Jeff Coffin, Hamilton de Holanda, Miles Davis, Marcus Miller]
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Desafios e C&A [23]
A ...Ju... diz que este blog não lhe sai da cabeça, mas eu sei que é só um exagero de simpatia da parte dela.

Regras do Desafio:
- Escrever 10 coisas que não nos saiam da cabeça
- Passar a 10 blogues
10 coisas que não me saiem da cabeça:
1 - A minha princesa
2 - Os meus Amigos
3 - O meu desporto
4 - O saldo bancário (está mali, muito mali...)
5 - O cheiro do meu novo creme hidratante (isto está a tornar-se um caso grave!!)
6 - O regresso ao País Basco em Julho
7 - O meu Benfica e o seu futebol "Católico" (há sempre futebol na cabeça de um gajo)
8 - Gajas!!! (um homem tem que estar sempre a pensar em gajas... só para parecer muito macho!)
9 - Trabalho... (no comments)
10 - O Verão e as férias! (volta Verão! Rápido!!)
10 Blogs:
Histórias de (des)Encantar
Love Etcetera
360º
Dos meus saltos altos
the way I am
um blogue simples
coiso e coisas
Reporter da Vida
À nora
My Own Little Rambling Space
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
MANIFESTO CONTRA A RACIONALIDADE
Preâmbulo
São 22h20 de uma noite de final de Verão na serra. Embora ainda seja Setembro está frio, estou no norte do país, a quase 400 km de Lisboa. Aqui não há o mínimo barulho que interfira com a escrita, só os barulhos banais da natureza, mas que me parecem cada vez mais estranhos, por vezes assustadores. Estou num alpendre em pedra, onde ao longe o olhar consegue atingir umas luzes, indefinidas luzes que me disseram várias vezes ser Aveiro, facto que nunca acreditei até reparar no farol. Escrevo no cimo de uma serra onde ao longe vejo um farol – banal? Sim, talvez. Mas para mim esta tranquilidade é especial, há textos que só podem ser escritos fora da cidade.
Há quase dez minutos que aqui estou sentado e ainda não ouvi um carro, o barulho de uma televisão – absolutamente nada que indicie a mínima presença de humanidade, civilização. Ouço um gri gri ensurdecedor que penso serem grilos, cigarras, ou um qualquer tipo de bichos assim do género. Depois há o vento, que vai e vem em rajadas fortes. De resto nada, absolutamente nada.
Ao longe atingi um barulho, são os sinos da igreja a anunciarem a meia hora. Em Lisboa querem proibir os sinos da igreja “porque fazem muito barulho”. Aqui, na serra, os sinos assinalam a existência de vida, assinalam que ainda estamos vivos e que o resto do mundo também. Os sinos servem de bússola, de fio condutor das pessoas. Na serra os sinos da igreja são o único elemento vivo de racionalidade. A inútil racionalidade.
Chamei a este texto “Manifesto contra a racionalidade”. Manifesto porque tem mais impacto do que se lhe chamasse “folhetim” ou “elogio”. Um Manifesto não se escreve de ânimo leve, um Manifesto é uma coisa sentida que brota do fundo do peito para o mundo, não para uma pessoa em especial – mas para todo o mundo. Um “folhetim” ou um “elogio” pressupõe uma constatação, um manifesto é um acto de acção, de afrontamento, de revolta, de amor – acho que finalmente encontrei o senso, a lógica se quisermos, da terminologia – um “Manifesto” é um gesto de amor ao mundo.
Proletários mortos à fome por todo o lado, burgueses anafados com unhas castanhas de davidoff, clérigos presos aos dogmas da santíssima trindade, nobreza falida que prega poesia nos salões a tresandarem a mofo, ouvi-me. Por favor ouvi este afrontamento, ouvi estas palavras, se não por mais, apenas por serem um gesto de amor ao mundo.
Um acto de acção é antes de mais um acto de reacção. O português gosta de ser reactivo, o português é e sempre será reactivo – avesso à mudança dizem os radicais de esquerda, que por norma são meninas bonitas de roupas estranhas. Nunca houve um regime socialista em Portugal pelo simples facto de sermos reactivos, de entendermos que está tudo mal, mas que afinal não está assim tão mal que torne urgente uma mudança. Somos reactivos para sermos iguais ao resto do mundo – é neste ponto que falham as teorias das meninas bonitas de extrema-esquerda.
O português não é como o francês, que no fundo o que deseja é um mundo perfeito. Nós queremos um mundo “porreiro”, um mundo “assim-assim”. Queremos ser felizes à custa de nos mantermos iguais. Por isso, só por isso, nos tornamos num povo reactivo. É por este motivo que urge uma reacção em massa contra a racionalidade, é por esse motivo que devíamos reinventar a literatura portuguesa de amor. Foi assim que quase matamos a nossa poesia. E a culpa? A culpa foi de Fernando Pessoa. E eu adoro o Pessoa e qualquer outra pessoa que escreva algo de parecido com a genialidade dos seus poemas.
Pessoa, de tão genial que era, assassinou a nossa verdadeira poesia. Matou as cantigas de amigo, as cantigas de amor, os sonetos de Camões e o amor transformado em poesia verbal vomitada por entre versos. Pessoa, que era pessoa, certamente não pensou que a sua escrita tivesse consequências tão nefastas na cabeça dos portugueses. A nossa escrita tornou-se como que racional. Amigos gritem comigo: morte à racionalidade.
Sou um tipo que conhece algumas pessoas, não muitas, mas algumas. Já fui director de um jornal e tudo (já viram que título mais pomposo?), não que me sirva de muito, até porque era um jornal regional de uma cidade, mas mesmo assim sinto-me arrependido. Podia ter usado aquelas páginas amarelas de gramagem xpto para atentar contra a racionalidade, era como que uma mini asfixia democrática. Começaria ali no pasquim e depois partiria para o resto do país, seria o furor nas redacções dos jornais regionais, depois dos diários nacionais e qui ça mesmo nos semanários. Fazem falta nos jornais textos irracionais que atentem contra a racionalidade. Mas este texto seria travado pela máquina oculta da racionalidade. Onde? Não sei, mas seria certamente. Ou na revisão, ou na impressão, ou na distribuição, ou nos quiosques, ou em qualquer outro lado – lá viria a DGS da racionalidade impedir que a mensagem passasse.
Para além disso sou editor e até escrevi um livro, o que me daria espaço democrático para convencer a restante equipa da editora a aceitar a publicação deste manifesto. Mas provavelmente teria que subtrair o custo de impressão ao meu salário. Quem é que acredita na eficácia comercial de um texto que atenta à racionalidade? Ninguém, claro. A culpa é do sistema. Ainda para mais existem todos os outros factores externos à edição, completamente dominados pela DGS da racionalidade. Primeiro ia ser a distribuidora que não distribuía e depois iam ser os livreiros que nem à consignação iam querer manifestos nas suas prateleiras (estão fora de moda e ainda por cima vai sair o novo livro do Dan Brown a cascar na maçonaria). Pior do que tudo isto, quem é que compra um manifesto? Ninguém. O único que li foi o do Marx e o do Engels, e não o comprei, também confesso. Roubei, roubei ao meu tio que já foi maoísta e nunca o devolvi. Desculpa lá tio, espero que não tenhas facebook.
Chegamos ao facebook – o método reactivo por excelência na era moderna do 2.0.
Há umas semanas organizei um curso de política, deram-me o título de “director” e tudo. Foi giro, mas o convite é explicável pelo facto do verdadeiro organizador ser um filósofo, ou se preferirmos um professor de filosofia. Um professor de filosofia, que para além disso é um bom amigo, e que nestas duas qualidades teve a irreverência e a (reparem bem no conceito) irracionalidade de me fazer esse convite. No entanto, foi giro. Mas vamos ao que interessa.
Uma das aulas do curso foi dado por um bloguer/consultor de comunicação conhecido do grande público, um tipo afável e porreiro que em tempos até cometeu a irracionalidade (lá está, o conceito sempre presente) de aceitar apresentar o meu livro. Durante a aula falou-se essencialmente de comunicação 2.0, uma apresentação excelente e bem documentada, com dados de fibra óptica e tudo. Em suma, fiquei a perceber que a comunicação do futuro, principalmente a irracional, pode e deve ser feita com recurso à internet, através da tecnologia 2.0. Desta feita parti para a aventura, e assim nasceu o “Manifesto contra a racionalidade”.
UM MANIFESTO EM SETE PONTOS
1) O AMOR
O amor há muito que foi morto pela racionalidade. Quando falo de amor não falo de paixão, porque essa até mantém alguma da sua irracionalidade – o seu principal elemento diferenciador em relação ao amor. Falo antes do amor verdadeiro, aquele que se sente como que de um soco no estômago se tratasse, aquele nos faz olhar para um sorriso e pronto. Começamos a amar e amamos até ao fim dos nossos dias.
Que acabem os paninhos quentes no amor, que acabem os meios-termos, que acabem as hesitações em dar o primeiro beijo, que acabem os cafezinhos, que acabem os ciúmes, que acabem as discussões, que acabem as futilidades, que acabem os complexos, que acabem os elementos externos, que acabem as confusões – o amor é o tudo ou nada. No amor não há espaço para a racionalidade, os sentimentos são para serem impulsivos, irracionais, instantâneos – o amor não é uma conveniência, não é um estado de alma, não é um achar que. O amor é um tem que ser já. Então que se bana já a racionalidade do amor.
2) A AMIZADE
A amizade é a água tónica a fervilhar num copo com gelo cheio de gin. O gelo por si apenas sara as feridas, o gin é áspero de mais para ser bebido sozinho e a água tónica por si só é apenas aparência, trata-se da bebida dos ex-alcoólicos que queriam era estar a beber gin tónico. Da conjugação das feridas que é preciso sarar, com os conselhos amargos que é preciso receber e com a agradável companhia que é a tónica, nasce a amizade. Uma coisa é um conhecido, a outra é um amigo – o conhecido é racional, a amizade é irracional.
Abandonemos os amigos do racional na primeira esquina. Vamos pegar nos telefones e ligar, ligar aquele amigo que não vemos há uma eternidade, praticamente há dois dias, e dizer o quanto gostamos do ter como amigo. Vamos desatar a chorar em cada ombro, vamos a correr marcar um copo com cada um dos amigos e tirar fotografias. Vamos decorar as lareiras do país com fotos de amizades roubadas à piroseira – mas fotos de amizades sinceras. Que nunca ninguém mais fale da amizade sem a sentir.
3) A FAMÍLIA
A família não se escolhe, o amor e as amizades também não. Dizemos que é um frete estar com a família, por vezes até o sentimos, mas porquê? Por sermos racionais. É preciso amar a família não nas suas virtudes, porque isso é fácil, é racional. Temos que amar a família principalmente nos defeitos e dar conselhos, mesmo que sejam rejeitados e insistir, e transformar, moldar a família com base no respeito, na adoração.
Respeitar um familiar é sermos irracionais, é pegarmos no nosso pai que é do Benfica, sendo nós do Sporting, e levá-lo à Luz a ver um jogo e a comer uma fartura nas roulottes junto ao parque de estacionamento. Temos que reinventar a família, temos que ser reactivos ao ponto de não a deixarmos morrer, como instituto, como algo nosso, como sentimento de continuação e como tudo o resto, todo o rol de sentimos que nos faz rolar uma lágrima pela face quando sentimos saudades de um familiar.
4) AS CRIANÇAS
As crianças são o futuro, o amanhã. Tretas. As crianças são o hoje, são o presente, são o agora e são o agora na sua plenitude, são principalmente o que de mais puro e genuíno existe no mundo. Uma criança é para ser abraçada a cada momento, é para ser beijada, é para ser adorada a cada instante – ninguém tem mais para nos ensinar no mundo do que uma criança. Dizemos que as temos de educar, para quê? Para se tornarem iguais a nós? Sim, é para isso que as gostamos de educar, por e simplesmente para as tornarmos racionais.
Aceitemos e promovamos a irracionalidade das crianças. A sensatez com que repetem os gestos na televisão, a facilidade com que ignoram os estímulos que não sejam sensitivos, a genuidade que com que simpatizam com uma pessoa, independentemente da classe social, da crença, da cor, do feitio, do bigode, da roupa e mesmo do coração. Se aprendêssemos com as crianças não seriamos os brutamontes sentimentais que somos hoje em dia. Ensinemos as crianças a continuarem irracionais. Aprendamos com elas.
5) O TRABALHO
Para uns santifica, para os outros dignifica e para os verdadeiros irracionais atrapalha. O trabalho serve para pagar as contas, e porque assim tem que ser. Se não houvesse trabalho, o que é impossível, tanto melhor. Mas como é necessário então tudo bem, façamos um esforço. Mas nunca nos deixemos absorver pelo trabalho, a capacidade de absorção é uma coisa que está reservada às esponjas e aos sentimentos. Esses sim são necessários absorver e se os absorvermos vamos ser felizes, mesmo a trabalhar. Decreta-se pois que nunca ninguém promova o trabalho em vez da felicidade, do amor, das crianças, da família e do resto. Dos milhares de coisas que são muito mais importantes do que o trabalho.
6) O SEXO
Ai que horror que os irracionais só querem e só pensam no sexo. Vamos lá todos promover o sexo desmedido, com ou sem preservativo, nos bares, nas cabines telefónicas, nas sacristias, nas camas, nos bordeis e nos lençóis do vizinho. Nada disso, isso é estupidez, não é irracionalidade.
O irracional respeita o sexo, de quem o pratica e de quem não o pratica, porque não pode ou porque não quer, ou porque tem mais que fazer, ou até porque está bêbado de mais e não o consegue. O sexo é irracional porque é pessoal. Tendo estas duas características só é condenável quando ser torna racional, quando o fazemos porque tem que ser. Devolvamos também a irracionalidade genuína ao sexo. Façamos apenas porque queremos e com queremos.
7) A POESIA
Somos um país de poetas, de poetas com medo – por causa da racionalidade. Escrevemos os nossos poemas à noite em casa, nunca durante o dia numa esplanada. Escrevemos os nossos poemas e guardamos no fundo da última gaveta da mesinha de cabeceira, não corremos para os nossos amigos a perguntar se gostaram. E se alguém os encontra? Primeiro ficamos brancos, depois azuis e quase desmaiamos. Para compensar ainda damos uma desculpa: “isso não são bem poemas, são uns versos” ou então “são uma coisa minha”. Temos medo de utilizar a poesia para mostrar aos outros o que sentimos. Achamos que são uma coisa para nós, para passar o tempo. Mas não – a poesia é uma coisa para mostrar ao mundo.
Nem que sejam uma porcaria, literariamente falando, são os nossos poemas e quando os escrevemos depositamos lá algo de nós. Trata-se de um bocadinho dos nossos sentimentos que oferecemos a uma folha de papel – se os oferecemos é porque os devemos partilhar. Acham irracional? Ainda bem, é esse o objectivo. E eu confesso, não que eu seja um modelo para alguma coisa, mas nunca escondi um poema. E resultou? Não sei. Mas espero um dia encontrar uma mulher que verdadeiramente os perceba, os admire e me escreva um poema. Aí darei por encontrado o Amor e serei o mais irracional possível.
CONCLUSÃO
Este manifesto não tem um propósito, um único propósito racional. Os únicos propósitos que tem são irracionais, e tem vários, uns mais implícitos e outros mais explícitos. Mas como alguém me disse um dia, “se queres mostrar algo a alguém escreve, estás sempre a ser seguido”. Eu acreditei e por isso escrevo, escrevo para que sejamos cada vez mais irracionais.
Espero que a mensagem passe, espero que efectivamente alguma coisa mude e se mais não for a nossa vida.
Acabemos com a racionalidade!
Ouvi na Prova Oral e gostei!!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Desafios e C&A [22]
Regras Oficiais:
1 - Mostrar a imagem do selo (já está)
2 - Dizer quem passou o selo (também está feito D. ...Ju...)
3- Passar o selo a 5 blogs:
4- Dizer 3 desejos... bem, mas não são os desejos que não se podem dizer pois corre-se o risco de não se realizarem?? É melhor não dizer...
5- Avisar os premiados. Vamos já tratar disso!
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Desafios e C&A [21]
Pipoca és uma porreiraça!!!

Vejamos então as regras:
1º mencionar quem ofereceu: DONE!!
2º Oferecer a oito pessoas:
(Pipoca este prémio fica-te muito bem, mas visto já teres sido premiada vou reconhecer outras 8 pessoas que também merecem)
À Kika - Pois é uma Amiga e porque este blog existe muito por culpa dela... O seu blog é a não perder!!!
À Rapunzel - Porque é outra Amiga! Amiga que nunca deixou de estar presente naqueles momentos... A primeira Amizade feita através da blogosfera. O seu blog é pessoal, é intenso, é sincero. Não foi pensado na popularidade, talvez tenha sido isso que me levou a gostar de ler.
À Mimanora - Porque as suas palavras são sábias... porque o seu blog é um espaço de desabafos que muito nos ensinam. Fui dos primeiros leitores do seu cantinho e ela do meu... muita pancada...
À Malinha - Porque apesar de não cumprir uma única regra nos desafios da blogosfera (hihihi)tem um blog super simpático e onde se pode estar sempre a par da actualidade do cinema, bem como de muitas outras coisas bem frescas.
À Daniela Morgado - Pela simples razão de que escreve muitíssimo bem!!! Usa as palavras com uma qualidade que também eu gostaria de utilizar. Ah e já agora porque também é fã de Dave Matthews Band!
À Peruca - Pois o seu blog é frescura e muita cor!!! (Pena é que por culpa daqueles anónimos que muito gostam de ser fantasmas na vida dos outros, o seu blog se tenha tornado privado...)
À Sweetie - Que é uma porreiraça que também já leio há muito tempo...
À ...Ju... - Pois foi um dos primeiros blogs que comecei a "seguir". Ao início sem comentar mas que rapidamente me chamou a atenção, daí a leitor e comentador assíduo foi um saltinho.
Mais cantinhos poderiam ter sido premiados, mas eu não quis cair no cliché de premiar todos.
No entanto foi difícil não premiar pessoas com estabeleci algum tipo de laços de amizade... Gimbras, Eva, Precious, Té, Ti e Reporter da Vida são outros exemplos que poderia ter mencionado. Para todos vocês um muito obrigado!
3º Avisar os premiados pela academia: Estou a tratar do assunto...